
no sistema de justiça podem ser ocupados
por mulheres nos próximos 10 anos.
No sistema de justiça brasileiro, os homens ocupam
a ampla maioria dos cargos de poder. A presença de mulheres nessas posições é pequena. A de mulheres negras, menor ainda.
136 anos de existência
37 anos de existência
Por isso, JUSTA, Fórum Justiça e THEMIS mapearam,
a partir de dados públicos, os cargos de poder vitalícios que ficarão vagos nos próximos dez anos com a aposentadoria compulsória de seus atuais ocupantes. Os dados revelam uma janela de oportunidade: uma troca geracional renovará a liderança da justiça.
De renovação na próxima década
+ de
Há tribunais com renovação de mais de 70% de seus membros.
As posições chave do Sistema de Justiça.
Há dois tipos principais de cargos de poder:
Ocupados até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Nos MPs e TJs, são alcançados por promoção ao 2o grau (Procuradores e Desembargadores). No STF e STJ, são ocupados por Ministros nomeados pelo presidente da República, após aprovação do Senado.
Cargos de gestão, definidos por eleição, com mandatos fixos de dois anos, como as chefias das instituições, as corregedorias e os assentos em colegiados normativos. Também incluem as ouvidorias e as diretorias de escolas de juízes e promotores.
Construído a partir de dados públicos, este mapa revela quando e onde cargos vitalícios ficarão vagos em razão de aposentadorias compulsórias dos atuais membros, em 63 instituições de justiça: 27 Tribunais de Justiça, 27 Ministérios Públicos estaduais, Ministério Público Federal, 6 Tribunais Regionais Federais, STJ e STF.
O mapa busca tornar essas oportunidades visíveis e apoiar a participação de mulheres — sobretudo mulheres negras — nessas disputas, além de oferecer informações a quem deseja acompanhá-las.
Participação de Mulheres no Sistema de Justiça
Cargos de poder vitalícios
Entre todos os cargos de poder vitalícios mapeados (contando desembargadores, procuradores e ministros).
Cargos de poder eletivos
Entre todos os cargos de poder eletivos mapeados (presidentes de instituições, procuradores-gerais, ouvidores, corregedores, diretores de escolas de formação).
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Em 20 dos 27 MPs, o percentual de procuradoras de justiça é menor do que o de mulheres na população brasileira (51,5%).
JUSTIÇA ESTADUAL
Em 24 dos 25 estados com dados disponíveis, a participação das mulheres na magistratura de primeiro grau não alcança a proporção de mulheres na população.
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
JUSTIÇA FEDERAL
Em 24 dos 25 estados com dados disponíveis, a participação das mulheres na magistratura de primeiro grau não alcança a proporção de mulheres na população.
das Promotoras e Procuradoras trabalham em MPs que pagam menos às mulheres do que aos homens nos mesmos cargos.
é quanto um procurador ganha a mais do que uma procuradora por ano, no MP do Rio Grande do Norte.
Pesquisas



Judiciário e MPS
(0%) Tribunais de Justiça presididos por mulheres
(0%) Ministérios Públicos Estaduais chefiados por mulheres
(0%) Tribunais de Justiça Federais presididos por mulheres
(0%) Ministros do STJ são mulheres
(0%) Ministra do STF é mulher
Chefe do Ministério Público Federal
chefiou o MPF em 134 anos de história
Conselhos Nacionais
(0%) Conselheiras mulheres no CNMP
(0%) Conselheiras mulheres no CNJ
Chefe de Conselhos Nacionais
Conselhos Nacionais
chefiados por mulher
O programa Caminhos para Liderança Mulheres na Justiça oferece um percurso de aprendizagens de 10 meses a 30 mulheres integrantes das carreiras da Magistratura, Ministério Público e Defensoria, estaduais e federais.
A primeira turma vai de agosto de 2026 a maio de 2027.
A iniciativa Mulheres na Justiça atuou pela aprovação da Resolução CNJ nº 525/2023, que criou ação afirmativa de gênero nas promoções por merecimento, mirando a participação de mulheres entre 40% e 60% nos tribunais de segundo grau. Os processos de promoção passaram a alternar listas mistas e exclusivas de mulheres. Desde então, o número de Desembargadoras cresceu 14%, enquanto a magistratura como um todo cresceu 4%.
Agora, a iniciativa atua para que política semelhante seja adotada nos Ministérios Públicos. São três frentes de incidência: uma no STF, na ADPF 1231, e duas no CNMP, uma pela criação de uma política nacional e outra em defesa da ação afirmativa adotada pelo Ministério Público de São Paulo.
Destaque de lançamento
O JUSTA é um centro de pesquisa, design estratégico e incidência que atua na economia política da justiça, analisando a gestão e o financiamento judicial. Revela como a relação do sistema de justiça com outros poderes e com a economia afeta a democracia e a vida de milhões de pessoas.
O Fórum Justiça é uma articulação de integrantes do sistema de justiça, acadêmicos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil comprometidos com a construção de uma justiça democrática e inclusiva, capaz de mitigar desigualdades sociais e combater violações de direitos humanos.